nunocassolamarques

work 2008

 

Caixas Conversadoras

Fotografia de Registo_03

fotografia de registo

Fotografia de registo_04

fotografia de registo

 

fotografia de registo

fotografia de registo

 

fotografia de registo

fotografia de registo

O projecto consiste em duas caixas construídas em cartão e fita cola de papel que foram pensadas e experimentadas para o espaço público.
Dentro delas estava instalado um leitor de CD e um altifalante que emitia uma faixa áudio em loop. Essa faixa era uma sobreposição progressiva de conversas gravadas no espaço público misturadas com alguns textos de arte ditados.
A estranheza nos observadores, transeuntes, era muita, tanto pelo aspecto da caixa (quando isolada), como pela sua particularidade sonora.
Alguns peões ultrapassavam a barreira da estranheza e do receio e tentavam descobrir a composição das caixas, o porquê de emitirem som, e o porquê de terem sido depositadas ali. Outros passavam perto questionantes. Outros porém indiferentes.
A livre deposição das caixas, era propositada, tentando ser natural e despreocupada, pois por vezes a necessidade de camuflagem, de simbiose com o local escolhido era entendida e experimentada por mim como uma mais valia.
Reflectindo sobre questões ligadas ao espaço público e as suas dinâmicas, tentando criar estratégias de interacção com o “habitantes” ou “passageiros” do local a intervir, penso que a resposta que obtive positiva e encorajadora.

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Transporte de Conversas em Mochila à Deriva

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Este projecto toma um percurso mais performativo, pois sou eu a transportar a caixa e as conversas previamente capturadas.
O percurso que tomei foi em parte assente no conceito de dérive, arquitectado por Guy Debord. Tomando a cidade como suporte, caminho conhecedor e sensível aos sinais e à psicogeografia própria do percurso que tomo.
A caixa contém várias conversas registadas no espaço público, conversas a dois.
Caminhando com a caixa/mochila, reproduzo essas mesmas conversas, outrora privadas, “em voz alta”, tornando-as públicas, de conhecimento público.

 

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Secador atípico

secador na Praça do Marquês (Porto)

secador na Praça do Marquês (Porto)

Secador na Praça da Batalha (Porto)

Secador na Praça da Batalha (Porto)

Secador na Praça da Batalha (Porto)

Secador na Praça da Batalha (Porto)

Secador na Avenida dos Aliados (Porto)

Secador na Avenida dos Aliados (Porto)

Utilizando um velho secador de cabelo, alterei-o de forma a que este emitisse som, em vez de calor, para isso instalei-lhe um altifalante em vez do habitual motor e resistência.
Umas das principais premissas para este trabalho acenta na oposição e o confronto entre diferentes realidades. Observamos neste projecto uma clara oposição entre o objecto (secador) e o que nele é reproduzido (leitura de textos). Este mesmo confronto está presente no contexto social em que o objecto se insere com o material sonoro nele reproduzido, pertencente a um contexto social, cultural e intelectual distinto.
Utilizando textos retirados dos libretos dos CDs de música erudita, como também excertos de livros, como o Aleph de Jorge Luís Borges, como El arte y su Sombra de Mario Perniola, O Banquete de Platão, entre outros, e também excertos de algumas críticas de cinema e de discos retirados do suplemento do jornal Público, Ípsilon, criei uma dualidade, uma estranheza e desconfiança presente neste projecto.
Um objecto associado a um contexto popular, a cabeleireiro de bairro emitindo textos, conotados como de cariz erudito, previamente interpretados tanto por um homem como por uma mulher.
A estranheza do contexto em que o objecto é mostrado, a deslocação perceptiva e de contexto.
Um objecto descontextualizado é assim colocado num espaço habituado a si mesmo, um espaço habituado aos seus, às suas rotinas e trajectos.
Tentando perceber as dinâmicas existentes no espaço de intervenção e adaptando estratégias de interacção. Provocando um confronto de realidades, procurei desafiar o possível utilizador deste objecto para que este se questione, quer ao nível objectual, ou cultural , ou mesmo vivêncial (pessoal).

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Ressonância

http://www.virose.pt/vector/b_22/videos/ressonancia.mov

video still

video still

video still

video still

 

“Reclamar tempo ao tempo, tempo de escuta e reflexão. Partir do negado para construir, usar a autodestruição como processo criativo e regenerador.
No vídeo “Ressonância”, Nuno Cassola Marques procura métodos que querem elaborar e fundar inesgotáveis reflexões de conteúdos.  Recusa de rápidas descaracterizações, da obsolescência e da percepção insensível, e atenta no esforço do que especta que olha e escuta.

Numa construção cubista o objecto é encriptado numa multiplicidade de imagens concêntricas, vinte vezes observado em semicírculo semelhante ao esquema de uma prisão panóptica invertida. O estereotipo de partida é subvertido e o sujeito passa de passivo a activo: é o vigiado que vigia, olhando desde fora a própria metamorfose numa outra imagem.

A multiplicação é ressonância, e esta é igualmente som, o “não-espaço” que numa fragmentação criadora segue uma narrativa na qual o tempo não é entendido de uma forma linear mas construtiva e vigilante, também isto é posto em discussão dentro de si mesmo, na própria aceleração e presentificação do real.”

por Pia Mastrangelo

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Intervenção, através do desenho, no Edifício do Palácio das Arte (Porto)

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A necessidade de explorar as possibilidades do desenho enquanto veículo ideal para a utopia, fez-me desenvolver este projecto, não obedecendo a critérios de engenharia, de possibilidades técnicas ou logísticas agregadas a um projecto desta envergadura. Desenvolvi um esquema de condutas de passagem, que possibilitavam a transição entre o exterior e o interior em obras. Possibilitando assim uma transição gradual, seria necessário percorrer as condutas.
Algumas dessas condutas teriam uma continuação para o interior, outras seriam apenas becos sem saída.
No desenho o traço está estritamente ligado à imaginação, não existindo assim limitação de índole física, o desenho não se rege pelas leis universais da ciência.

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